quinta-feira, 22 de março de 2012

Documentário sobre aboio é lançado nesta sexta-feira em São José dos Ramos



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Gravação do documenário

Resultado de uma capacitação realizada através do projeto de audiovisual Janela do Mundo, com a participação de 20 jovens, o documentário “O Som do Aboio” será lançado nesta sexta-feira, 23 de março, em São José dos Ramos, conhecida como a cidade do aboio e do vaqueiro. O lançamento oficial acontece às 16h, na Casa da Cultura Zé Preto.

Às 20h, os moradores e visitantes poderão conferir a exibição do curta-metragem durante a festa do padroeiro, São José, através de um telão instalado na Praça Noel Rodrigues. “O Som do Aboio” será exibido também nas escolas do município e nas comunidades da zona rural.

Os jovens moradores do município participaram do curso de audiovisual, que foi realizado durante seis meses e que tem como conclusão a realização do documentário. As gravações do curta-metragem sobre vaqueiros e aboiadores foram realizadas em janeiro, na Fazenda Pirapanema, em São José dos Ramos, que fica na Zona da Mata paraibana.

Além de produzir o documentário “O Som do Aboio”, com direção de Adriano Roberto, o projeto Janela do Mundo desenvolveu ações que capacitaram jovens e moradores, na Casa da Cultura Zé Preto, em São José dos Ramos, e no Ponto de Cultura Cantiga de Ninar, em Itabaiana (PB).

Os objetivos são manter viva a memória para o resgate da autoestima da comunidade e estimular uma visão crítica da linguagem do audiovisual dos participantes. O projeto Janela do Mundo tem o patrocínio do Programa BNB de Cultura, em parceria com o BNDES, e apoio da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Núcleo de Produção Digital (NPD-PB) e Prefeitura Municipal de São José dos Ramos.

Segundo Dudé Rodrigues, responsável pela produção executiva, o documentário eternizou a cultura do aboio em São José dos Ramos. “Essa cultura é disseminada e reproduzida de geração em geração na contramão do mundo contemporâneo. Jovens e ainda crianças se tornam conhecidos pela prática de toadas de vaqueiros, seguindo o legado do mais famoso aboiador, Zé Preto, que não foi o último de um tempo e de um povo, e que compõe a equipe ao lado de Marcelo Quixaba, orientador de direção, fotografia e montagem, e Edglês Gonçalves da Silva, coordenador no município”, explicou.

O diretor e aluno participante Adriano Roberto disse estar realizado com esse documentário. “Estou muito confiante com relação à repercussão  desse filme nos festivais de cinemas. Enche-me de alegria saber que demos asas à nossa imaginação a partir do momento em que abraçamos essa oportunidade do projeto Janela do Mundo. Esse filme é a concretização de nosso objetivo enquanto projeto, deixando pra nós uma aprendizagem significativa. Falar do vaqueiro é o mesmo que abrir uma caixa de tesouros, sua vasta cultura e sabedoria enriquecem o filme de maneira orgulhosa por se tratar de uma profissão pouco valorizada, mas que representa com autoridade a cultura nordestina”.

Para Elielson Freitas, também aluno participante da capacitação e produtor de set, a experiência que teve no projeto foi uma ótima oportunidade para expressar os conhecimentos no dia a dia. “No decorrer do curso mudei o meu jeito de agir, falar e olhar, ou seja, mudei totalmente o meu conhecimento relacionado à cultura”, disse.

Marcelo Quixaba, orientação de direção, fotografia e montagem, disse acreditar muito na força das pequenas cidades. “Os alunos do Janela do Mundo em São José dos Ramos se dedicaram e puderam aplicar a teoria em um curta-metragem. O resultado foi o documentário 'O Som do Aboio'.  Fico muito feliz por todos. Sempre acreditei nesse modelo de projeto, onde a prática é a realização da teoria. Com isso, conseguimos contagiá-los e agora o cinema faz parte de suas vidas”, observou.

Aboio – Durante a primeira metade do século XX, Itabaiana, no agreste paraibano, foi um dos maiores entrepostos de comércio de gado no Nordeste. A cultura em torno da criação bovina marcou a zona rural do município, inclusive o distrito de São José que na época pertencia ao município de Pilar, que somente no final do século foi elevado à condição de cidade. São José dos Ramos tornou-se conhecida como a terra dos aboios, por ser comum os vaqueiros do lugar tangerem a boiada para os pastos ou para o comércio em Pernambuco ao som da melancólica poesia de canto original.

Equipe:
DIREÇÃO/ROTEIRO: Adriano Roberto 
ARGUMENTO: Criação coletiva
PRODUÇÃO: Edglês Gonçalves, Vinícius Santos e Wilma Rejane
PRODUÇÃO DE SET: Elielson Freitas e Wilma Rejane 
FOTOGRAFIA e OP. CÂMERA: Leila Nascimento
ASSISTNETE DE CÂMERA: João Batista Cavalcante
SOM: Janiele Felix e Sulivan Alves
ASSISTENTE DE SOM: Vinícius Santos
MONTAGEM: Adriano Roberto e Sulivan Alves 
FINALIZAÇÃO: João Paulo Palitot
MAKING OF: João Paulo Lima e Edglês Gonçalves
ESTAGIÁRIOS: João Paulo Lima e Carine Fiúza 
PRODUÇÃO EXECUTIVA: Dudé Rodrigues  
ORIENTAÇÃO DE DIREÇÃO, FOTOGRAFIA E MONTAGEM: Marcelo Quixaba
ORIENTAÇÃO DE ROTEIRO: Torquato Joe

domingo, 11 de dezembro de 2011

Reféns

Em Juripiranga a coisa tá séria quando se trata de fornecimento de energia elétrica e telefonia móvel. Agora é rotineiro faltar energia todos os dias, pelo menos 1/4 do dia e pra variar quando isso acontece o sinal de telefone móvel que é fornecido pela OI simplesmente DESAPARECE. O que mais frusta é que as vezes ele volta, outras não. Sexta feira passada dia 09/12/2011 passamos 16 horas sem o sinal desta BENDITA operadora.

A situação é como se estivéssemos vivendo na Etiópia, claro que isso é mal comparando a situação, mas lá o fornecimento de comida se dá desta forma, dosadamente durante um período, onde você tem que aproveitar o alimento que chega nos helicópteros da ONU e jogam a comida para os cidadãos etiopianos. Voltando a nossa ilha (perdida no nada) temos que aproveitar o pouquinho de energia que temos durante o dia se quisermos por exemplo passar roupa. Não podemos mais simplesmente escolher: quero passar roupa as 14h:00min! Não, isso não nos pertence mais, temos que ser guiados com o horário que a nossa querida ENERGISA desejar fornecer energia elétrica. 

Assim como também não podemos mais falar para aquele amigo ou amiga: "a noite eu te ligo!" Sonha que é de graça, falar com o seu amigo não! Temos que esperar a MALDITA operadora OI liberar o sinal para podermos utilizar o aparelho celular que é nosso, mas dependemos dela para o uso.

Não vou alongar mais, acredito ter deixado o meu recado e que ele seja propagado pelos quatro cantos da cidade, é o que podemos fazer para apelar que esses serviços melhorem, afinal, pagamos por eles e não é nada barato e assim um dia quem sabe deixaremos de ser REFÉNS!???

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Como suportar?

Como suportar entrar naquela casa? Olhar para aquela poltrona e não o ver lá? Saber que tudo que passou foi muito bom, mas que não terá outra chace de fazer novamente? Como suportar saber que um dia você teve a chance de olhar no olho dele e dizer "Eu te amo"? O que fazer para não se permitir à loucura que chega batendo a sua porta todos os dias? Quem buscar quando precisar daquele conselho? Justamente aquele conselho que por diversas vezes não escutei e fiz tudo diferente.

Nossas perdas fazem com que façamos boas reflexões sobre nossos atos com as pessoas. Ele certamente estaria descansando mais feliz se tudo que eu tivesse feito, fosse por ele. Enquanto que por outro lado eu fico feliz por que sei que tudo que por ele foi feito, foi por mim. Tudo é tudo mesmo! Coisas que estavam ao alcance, outras não estavam, mas ele foi lá e trouxe para mim. O digno de tudo é que ele soube me preparar para o futuro, sabia que não eu iria conseguir sem ouvir aquelas palavras, sem levar aquelas broncas, sem aqueles conflitos de idéias, sem nada para reclamar. 

Aquele mês de janeiro nunca mais se repetirá, assim como o de fevereiro, março, abril... agosto então é  puro tormento. Em dezembro, o queijo do reino está posto à mesa. Lembro dele chegando todo feliz com o queijo do reino na mão, como se fosse a maior conquista, era algo tão significante. Era o sinônimo de que tudo ia bem, a prosperidade buscada durante anos, finalmente havia chegado, o tinha como um troféu, era como se o desafio de dar o melhor para sua família fosse vencido. Por muitas vezes fui flagrado esperando a porta abrir e ele entrar, chata ilusão, dolorosa esperança. O tempo mudou de valor para mim, hoje eu o vejo passando sem querer ficar, quero acompanhá-lo até que me leve de vez e assim quem sabe, eu possa ficar mais próximo dele, nem que seja no mesmo buraco. 

Não dá para descrever como é essa ausência, algo vazio, algo que falta a todo momento. Não é uma pessoa a menos para contar suas novidades, é A pessoa a menos, é como se o resto não lhe interessasse mesmo, é como se tudo que continua ao teu redor fosse (des)completo. Não quero magoar as pessoas que estão ao meu lado, as amo tanto quanto, mas quero ser compreendido em minha dor.

Se eu pudesse voltar o tempo e trazê-lo de volta, nem que seja por um minuto, iria lhe pedir algo muito importante para mim, por favor me ensine COMO SUPORTAR viver com sua ausência.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

1º de dezembro

Mais uma vez a data de 1º de dezembro será comemorada por um grupo de amigos aqui de Juripiranga, no qual eu faço parte, como a celebração da chegada do final de mais um ano. Chamado de "PRIMEIRO DO ULTIMO", esse dia é comemorado com vinho e escrevendo poesia. 

Esse "ritual" surgiu em 2005 quando nos reunimos no dia 1º de dezembro para comemorar a chegada do final do ano e celebrar aquele ano que particularmente para nós foi maravilhoso (pena que os anos não se repetem) em um lugar qualquer da cidade, com um garrafão de vinho de 5 litros alguns bloquinhos de papel, caneta na mão e os corações cheios de sentimentos importantes para guardar naqueles papeis. Guardamos tudo em forma de poesia, descrevemos situações inusitadas, escrevemos coisas que não contamos para ninguém durante o ano inteiro, xingamos também, (ninguém é de ferro), mas prevaleceu o momento de celebração.

Daí surgiu a idéia de não lermos o que estavamos escrevendo, teriamos que dobrar de maneira uniforme e guardar o que todo mundo escreveu num só lugar, ao secar o garrafão de vinho iriamos colocar tudo dentro da garrafa e guardar até o ano seguinte, quando tomariamos outro garrafão, abriríamos o da ano anterior e escreveríamos mais nos papeis, juntariamos tudo novamente e no ano seguinte... Pois bem, assim se fez até os dias de hoje. Seis anos se passaram, algumas pessoas importantes se foram, outras chegaram, alguns dos idealizadores não podem participar por motivos de distância, pessoas novas se agregaram a nossa turma, nos agregamos a outras turmas também, mas estamos lá! Daqui a pouco mais um encontro para a celebração do PRIMEIRO DO ULTIMO.

Antes de concluir, quero chamar atenção para alguns motivos que temos para comemorarmos a chegada de dezembro. É no mês de dezembro que as pessoas mudam, todos mudam (implicitamente ou não) seus comportamentos, a pessoa que teve um excelente ano, vai ficar meio apreensivo se o próximo ano vai ser tão bom quando o que está acabando, ou a pessoa que teve um ano péssimo, pode começar a se animar com a esperança de que terá um próximo ano melhor, os tristes por motivos de solidão se alegram, pois é geralmente nessa época que todo mundo lembra de todo mundo, os tristes por motivos de perca de familiar ou alguém querido pode enxergar no natal um motivo para celebrar a vida, é o mês em que acontece as confraterizações que é o momento de sentar com aquela pessoa que falou mal de você o ano inteiro (ou visse e verssa) e comerem juntos um tipo de comida que geralmente não comem durante o ano, é o mês dos comerciantes contratarem mais gente, pois a idéia NATAL vende muito e isso gera lucro. É ainda no mês de dezembro que todos esperam a chegada de janeiro, onde muitos tiram férias (outros continuam sem fazer nada) e migram para o litoral, onde se vive os 'sonhos' mostram as riquesas e as aparências nunca são tão bem aparentes como nesse momento, mas falar de janeiro merece uma postagem particular, o foco aqui é dezembro.

Temos aí diversas demostranções do que acontece no mês de dezembro, algumas podem ser contestadas, outras devem ser contestadas, outras simplesmente não tocam ninguém, mas tenho certeza que todos vocês concordam que dezembro é um mês diferenciado de todos os outros.

Bem, expondo minhas idéias e revelando meu segredo sobre nosso ritual de 1º de dezembro me dispeço, logo mais a noite, encontrar a turma, escrever o que sinto hoje, o que senti durante o ano e o que pretendo sentir no próximo ano. À todos FELIZ MÊS DE DEZEMBRO!

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Conversa de Botas Batidas






Um mito interessante que envolve “Conversa de botas batidas”. A música seria baseada no desabamento do hotel/motel Linda do Rosário, no Rio de Janeiro. O prédio 55 da Rua do Rosário desabou em 2002. Quando a estrutura começou a ruir, o porteiro do estabelecimento começou a chamar os funcionários e os clientes pra fora. Bateu insistentemente em um quarto (deixa o moço bater…) mas o casal que estava lá não saiu.

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Reza a lenda que eram amantes. Um casal de velhinhos que frequentava o local há anos. Ali, se escondiam das famílias e viviam seu amor secreto. Quando ouviram as batidas desesperadas, resolveram ficar por lá mesmo (Que eu cansei da nossa fuga…). Os corpos teriam sido encontrados abraçados e nus (Me abraça forte agora, que é chegada a nossa hora…)

Tem quem não acredite, mesmo com a própria banda confirmando parte da história. Afinal, isso não garante muita coisa, vide caso da revolta do Acaju. Eu não só acredito, mas acho que isso torna a letra ainda mais interessante.

Assim, eu também sairia do stress...

sábado, 26 de novembro de 2011

Pessoas que bebem ganham mais

A lógica, segundo o pessoal da Universidade de San José, nos EUA, é que quem bebe umas por aí tende a ser mais extrovertido. Por isso a pessoa faz mais contatos profissionais, o que, por sua vez, rende empregos melhores. O salário de quem bebe é até 14% mais alto que o dos abstêmios. A vantagem cresce mais 7% se o cara visitar o bar ao menos uma vez por mês.